Poema do amor ao meio.
nos castanhos olhos dela.
Quisera eu!
O mundo seria mais pleno,
e plenos seríamos eu e ela.
Mudar
Arriscar! Nada mais justo que arriscar. Quando a necessidade fala por si, precisamos mesmo mudar a conjuntura falida, e rabiscar novos horinzontes! Sair em busca de um céu, qual não se sabe onde está; D'uma chuva que não precipita...
Apagar o que escrevemos, e começar tudo de novo [sobre as marcas].
Anoitecer...
Ademais, tudo que me anoitece não é próprio de mim. Ou serei eu que não sou próprio de nada? Anoitece novamente, e me acabo neste abismo de mim. Neste fim, do que nunca começou.
Só anoitece, e nada acontece! Sou menos um na somatória dimituta da madrugada. O copo vázio se enche de escuridão. Só me resto no anoitecer, da qual, se quer, fui parte um dia.
Tentativa e erro...
Os fatos passados - também conhecido como experiências - normamente servem de base para anasilarmos os fatos presentes e futuros. Nossas experiências passadas realmente servem de base para as situações presentes e futuras?
Quem se deixa envolver totalmente pela experiência (fatos passados), peca. Quem não se envolve, também peca. Há sempre algo de novo nas coisas. Há sempre algum sofrimento há ser re-experimento.
Nem sempre as pessoas fazem o que dizem que estão a fazer. E essas pessoas acabam pagando pelos erros não cometidos, e isso parece fazer parte da vida atualmente... Ainda mais quando os fatos passados demonstram que erramos.
Somos compelidos a ser um alguém, às vezes, que não somos... apenas por não conseguirmos asseverar que não somos. No fim das contas, consertar as coisas é muito mais difícil do que esperávamos que fosse. Assim como é muito difícil indentificar pessoas, pois não compreendemos o que as levam a não serem o que são, ou a serem o que não são.
Temos, por fim, uma imagem soturna e complexa da qual não compreendemos, mas punimos de qualquer modo.
I tell you i'm in danger.
De súbito ressuscitei de mim. Os olhos viram!
Sentiram...
Palpitaram!
Frente
ao caos estava a vista. Árvores postas em mosaico.
Da pálida e sudorenta vidraça
o sol propalava
segredos.
Correnteza de aço.
Rio de pedra.
Pedaço. Uma imagem no reflexo.
Quão desconexo.
Prematura inundação. Custosas massas heterogêneas,
arrastando-se, como vales lacrimais,
pela física.
De súbito adormeci.
Calculei-me mal. Nunca fui eu! Nunca fui.
O reflexo de árvore em agonia,
era a única realidade.
Enquanto, os
forros brancos,
cobriam o teto da mente, já sem
ilusão;
Desabamentos, desmoranamentos e tédio...
Em algum lugar de lugar nenhum!
Todavia, temos de estar ali, por alguma razão. Devemos estar. Enfrentamos nossas vontades, e elas nos enfrentam. E apenas estamos, no fim das contas. Nos adequamos e não nos sentimos tão mal por estar, ainda que a permanência seja desagradável.
Aceitamos as conjunturas, enquanto olhamos pela janela. E através dela vemos o que não queriamos ver, o que não queriamos sentir, ouvir, perceber... É tudo estranho.
Começamos a pensar no que somos nesse contexto. O que representamos para todo o resto e, finalmente, se o resto importa alguma coisa.
Sentimos que queremos voltar. Queremos o "status quo"! A vida como era... O mundo nosso, o nosso!
Olhamos pela janela novamente e estamos em algum lugar de lugar nenhum, e compreendemos que as coisas não mudaram, de imediato, apenas pelo nosso querer. Compreendemos que temos que fazer coisas que não são da nossa vontade, já que, as vezes, nem a vontade é nossa. Somos pedaços de um universo em movimento, e o movimento somos nós. Não paramos, pois somos empurrados pelo tempo para algum lugar.
E novamente, apenas estamos. Não importa onde, quando ou como... só estamos.
Percebemos isso e a janela parece confortar de algum modo nosso estar, pois ela separa quem somos do que precisamos ser.