Esse buquê que lhe ofereço
É um buquê de sentimentos,
Com pétalas de contentamentos,
Colhidas do mais alto apreço.
Nele há pétalas de paixão,
Amor, carinho e cumplicidade!
É um buquê de saudade
Das muitas alegrias que virão.
É, acima de tudo, buquê-gratidão.
Alma d’um bem-querer sem fim,
D’uns beijos de comunhão,
Que fazem de ti mais de mim,
E de cada pétala a concretização
De que nosso buquê é um jardim.
Dias estranhos
Dias estranhos, pesadelos infindos.
As ruas encobertas em sombras,
as noites chovendo dores perpétuas,
tudo perdido e mal-acabado.
Ontem morreram os que já morriam.
Ninguém nasceu de si mesmo,
e a esperança decaiu sob a voz
daqueles que amaldiçoaram os dias.
As pessoas que velaram a tristeza
esqueceram as peças dos calendários
e teimavam em renovar o irrenovável.
Ontem tudo morreu, e hoje a morte
festeja a dor de quem não vive
de quem não tem direito de viver.
As ruas encobertas em sombras,
as noites chovendo dores perpétuas,
tudo perdido e mal-acabado.
Ontem morreram os que já morriam.
Ninguém nasceu de si mesmo,
e a esperança decaiu sob a voz
daqueles que amaldiçoaram os dias.
As pessoas que velaram a tristeza
esqueceram as peças dos calendários
e teimavam em renovar o irrenovável.
Ontem tudo morreu, e hoje a morte
festeja a dor de quem não vive
de quem não tem direito de viver.
Dançando no desfile
Ela dançava, sem vergonha,
num dia belo de tarde triste,
e com sorriso bom e a riste,
só dançava
sem som,
risonha.
Não era de se impressionar,
naquele dia belo e normal
que o som soasse frugal
e balançasse
a alma
a despertar.
Ela dançava, e dançava [apesar
só queria envolver-se poluta
no mar de imagem irresoluta
de dimensão cósmico-irregular
de tudo que não era dança
de tudo que era lembrança;
Soneto do Amor Infindo
Amo-te tanto, e tanto e tanto
Que sinto e muito sem dizer.
E digo, quedado em pranto,
Que amo, amor, com prazer.
Porque amar-te é guerra,
que travo cedo e tão logo
em abrolhos da minha terra,
na quimera que é teu jogo!
Amo-te tanto e intensamente,
Que chega a doer-me a mente;
de pensar além do benfazejo;
Pois é tudo quando amo presente,
e tudo quanto quero um desejo...
de amar-te hoje eternamente!
E digo, quedado em pranto,
Que amo, amor, com prazer.
Porque amar-te é guerra,
que travo cedo e tão logo
em abrolhos da minha terra,
na quimera que é teu jogo!
Amo-te tanto e intensamente,
Que chega a doer-me a mente;
de pensar além do benfazejo;
Pois é tudo quando amo presente,
e tudo quanto quero um desejo...
de amar-te hoje eternamente!
Fevereiro18
Anos atrás, num dia de verão,
despontava uma mensagem
de curta e tenra abordagem,
sobre a vida, amor e solidão.
Texto curto do dia-a-dia sensível,
de momentos e horas agradáveis,
prazeres infinitivos e saudáveis
além de desejos de vida aprazível.
Palavras de vida e eternidade,
que não sucumbem a prazo,
nem esmorecem a saudade,
palavras que fluem no acaso
e felicitam toda nova felicidade
de ser amado sem atraso!
despontava uma mensagem
de curta e tenra abordagem,
sobre a vida, amor e solidão.
Texto curto do dia-a-dia sensível,
de momentos e horas agradáveis,
prazeres infinitivos e saudáveis
além de desejos de vida aprazível.
Palavras de vida e eternidade,
que não sucumbem a prazo,
nem esmorecem a saudade,
palavras que fluem no acaso
e felicitam toda nova felicidade
de ser amado sem atraso!
Soneto para um herói
É integro, austero, feliz
seguro, vaidoso, prudente
amoroso, herói, sorridente
sério, professor e aprendiz.
É educado, leal, transigente
corajoso, elegante, solidário
otimista, hábil, visionário
cômico, gentil e eficiente.
É bom, generoso, paritário,
jovem, aventureiro, sonhador
forte, altruísta, gregário
É símbolo, ídolo, amor,
verdadeiro, sábio, hilário
e é meu pai, meu criador.
seguro, vaidoso, prudente
amoroso, herói, sorridente
sério, professor e aprendiz.
É educado, leal, transigente
corajoso, elegante, solidário
otimista, hábil, visionário
cômico, gentil e eficiente.
É bom, generoso, paritário,
jovem, aventureiro, sonhador
forte, altruísta, gregário
É símbolo, ídolo, amor,
verdadeiro, sábio, hilário
e é meu pai, meu criador.
Decomposição
Quis, quando ainda perdido,
encontrar
o que em mim não perdido estava,
mas desencontrado desmanchava,
perecendo o que havia de acabar.
Um tanto fracionado e desconcebido,
era tanto mais estéril e desmembrado
que nada desconcertava concentrado,
desaparecendo o que havia perdido.
Quanto mais revolvia, mais danificava,
mais concebia, mais notava purificação
mais perecia, mais perdia, mais fatiava,
e mais, e mais, e mais... decomposição.
Perdendo tudo, e tudo já se extraviava,
pois não há que se perder a perdição.
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