Entre duas noites

Entre duas noites cabe um mundo,
[desejos infindos, juras intermináveis,
de, em múltiplas vezes incontáveis,
fogo, entre o primeiro céu e o segundo.

Entre duas noites um mundo se destrói
em novos mundos e antigas temeridades,
em poucas palavras e muitas saudades
em silêncio que, do pó, se reconstrói.

Entre duas noites, duas noites se vão!
Corroídas pela chama densa e pujante
que queima e derrete até a sensação

de fatalidade e de dormência exorbitante
que é parte e todo, é fim, início, fusão...
que é fim do fim, e início inconstante.