Suspeito dessas noites de calmaria. Elas costumam esconder o que há de mais profundo no mundo. Um tic-tac soa levemente, mas ninguém percebe. A lua passeia. A vento sopra gélido. As trevas cobrem as camas daqueles que pensam dormir ilesos. Os corvos pousam nos ipês amarelos. Os sonhos desaparecem, e por algumas horas a vida também.
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